Amigos, sempre evitei falar neste tema, não porque me incomode, mas porque tenho uma visão de futuro e busco sempre olhar para frente. Como costumo dizer, o automóvel da minha vida não tem retrovisor.

Contudo, noto às vezes uma certa preocupação das pessoas quando o assunto é Pelé, que foi meu sócio por cerca de 20 anos, e encerramos a sociedade de forma ruidosa em 2001.

A título de esclarecimento, tivemos uma empresa de muito sucesso, que praticamente inventou o Marketing Esportivo no Brasil,e um relacionamento de irmãos. Viajamos por maisde 100 países, sempre nos divertimos e trabalhamos muito nas viagens, fizemos amigos. Mas um dia a sociedade acabou. Acabou porque acabou, porque tudo nesta vida acaba. Poderia dizer que foi por intriga de pessoas que gravitavam no entorno de Pelé, achando que a única forma de ficarem ricos seria enfraquecendo a parceria, produzindo uma série de noticias que mais tarde a justiça comprovou serem totalmente infundadas.

Mas não houvesse o desgaste do tempo, nada teria acontecido. Não precisaria ser da forma que foi, mas este assunto também foi superado cinco anos depois, em 2006, quando sentamos , reconhecemos os erros e acertos, e encerramos as desavenças.

Hoje, Pelé não me deve mais nada e sou seu eterno devedor pelas oportunidades de aprendizado e relacionamentos que me proporcionou.

Colocamos uma pedra no passado e posso dizer que mantenho por ele o mesmo carinho e respeito de um irmão como antes. Embora estejamos em caminhos opostos, ele cuidando dos negócios dele e eu cuidando dos meus, e apesar de não existir mais aquele convívio de antes, posso dizer que torço por ele sempre, para que continue realizando seus sonhos .

Hélio Viana