Artigo Acadêmico publicado por Hélio Viana.

A Governança Corporativa nos Clubes de Futebol: um Estudo de Caso sobre
o Clube de Regatas do Flamengo

Este artigo objetiva mapear as estruturas e as práticas de governança adotadas pelos clubes de futebol profissional no Brasil, aprofundando em estudo de caso o Clube de Regatas do Flamengo. A partir de levantamento da situação econômico-financeira dos clubes brasileiros e da literatura dedicada à governança de associações e de clube de futebol, foi realizado levantamento de aspectos da governança dispostos no Estatuto do clube, e dirigentes anteriores do clube foram entrevistados sobre esses aspectos. Para a análise desse material, buscou-se identificar o tratamento vinculado a aspectos fundamentais da boa governança tratados em códigos nacionais e internacionais. Os resultados evidenciaram uma grande diferença entre as estruturas e as práticas de governança do clube e aquelas recomendadas pelos códigos, apontando a necessidade de melhorias, mas também de melhores identificação e definição de boas práticas de governança específica para os clubes.
Leia o artigo completo: http://revistaadmmade.estacio.br/index.php/admmade/article/viewFile/398/180

 

Entrevista Hélio Viana a Radio Cisco – Soccerex

(Repórter) Quem também passou pelo Soccerex foi o diretor executivo da WSB Hélio Viana. Até 2014 vão ser injetados na economia do Brasil mais de 214 bilhões de reais, e nós perguntamos ao Helio de que forma os brasileiros devem lhe dar com esse grande investimento? Há como nós aproveitarmos melhor as oportunidades decorrentes desse investimento? É o que explica o Hélio Viana.

(Hélio Viana) Então são 142 bilhões que vão ser injetados na nossa economia, espero inclusive que nossas empresas saibam aproveitar esse momento, nossos clubes saibam aproveitar para implementar suas receitas e o momento especial que estamos vivendo. O grande legado da copa do mundo vai ser em torno dos clubes. O esporte, por exemplo, hoje não chaga a alcançar 1% do PIB (do produto interno bruto do país) enquanto a média mundial é de 5%. Então eu tenho certeza absoluta de que o crescimento vai impactar diretamente a receita dos clubes. Os novos estádios que estão sendo entregues, vão possibilitar novas receitas que antes não existiam, como alimentos e bebidas. Produtos serão incrementados. Os próprios ingressos receita de bilheteria vão sofrer um incremento muito grande, que vem camarotes e tudo mais, então o  maio impacto vai ser dos clubes. Agora, está beneficiando muito também a industria da construção civil, a industria do vestuário também vai crescer muito, e a geração de empregos que só para a copa do mundo está em torno de 3 milhões e 600 mil novos empregos.

(Repórter) E os maiores desafios relacionados à tecnologia, como o Sr. avalia? Quais são os principais?

(Hélio Viana) Os nossos principais desafios é que quando você analisa, por exemplo, jogos olímpicos, eles existem a varias décadas e os dirigentes já estão preparados pra isso, e nós nunca realizamos esse eventos. Nós tínhamos que nos preparar melhor. Quando você fala, por exemplo, acha que concentra isso tudo no ministério dos esportes, mais você tinha que envolver muito mais os outros setores, na área de economia quando você fala de infra-estrutura você tem que ter o ministério dos transportes ai dentro, quando você fala em três milhões e meio de novos empregos o ministério do trabalho e emprego tinha que está capacitando essas pessoas mais, nós consigamos também com que esses empregos não sejam temporários, que se mantenham depois da copa com todo o legado. Na área de tecnologia embora a gente tenha um grande preparo que vão ser emprestados de outras áreas, que já estão preparadas, nós ainda temos alguma coisa a aprender, Nós temos o centro de mídia da FIFA, por exemplo, que vai ser montado para praticamente todo com tecnologia estrangeira porque nossas empresas brasileiras não atentaram para esse detalhe, não estão preparados e nós não temos hoje equipamentos e material para fornecer. Tinha que haver uma atenção maior tanto do BNDS quanto do SEBRAE para capacitar as pequenas e médias empresas, das grandes empresas para isso e eu acredito que não esteja havendo muita participação nesses segmentos.

(Repórter) Esse foi o Hélio Viana diretor executivo da WSB.

Ouça aqui a entrevista: